Diabetes, o grande mal do século: saiba como é feito o diagnóstico e tratamento.

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Diabetes, o grande mal do século: saiba como é feito o diagnóstico e tratamento.

Hoje são cerca de 460 milhões de pessoas com diabetes no mundo. Em 2040 o número deve subir para 642 milhões. Uma epidemia que se expande rapidamente e está ligada diretamente ao estilo de vida, motivada por dois fatores preponderantes: sedentarismo e alimentação inadequada.

O diagnóstico pode ser feito inicialmente por meio de exame de sangue. O exame mais comum é feito com uma gota de sangue, o chamado: teste de ponta de dedo, conhecido também por glicemia capilar. Quando os valores de glicemia ficam entre 100 e 125 mg/ml, pode se caracterizar como diabetes, exigindo uma mudança no estilo de vida e na alimentação. Em casos extremos, pode exigir a prescrição de medicamentos por um médico.

Porém para se ter uma certeza maior, um exame mais completo deve ser solicitado pelo médico, trata-se do teste oral de tolerância à glicose, mais conhecido como Curva Glicêmica, ou TOTG. O exame é realizado em etapas, nos quais são colhidos amostras de sangue de 30 em 30 minutos, durante os intervalos, o paciente ingere um xarope de glicose (75 g). O exame irá mostrar se a pessoa tem ou está em risco de desenvolver diabetes mellitus, diabetes gestacional ou hipoglicemia.

Quando o teste oral de tolerância à glicose apresenta resultado igual ou superior a 200 mg/dl, significa que o paciente é diabético. Igual ou inferior a 139 mg/dl, normal e entre 140 e 199 mg/dl significa que há um grande risco de desenvolver diabetes, sendo uma pré-diabetes. Requer-se uma nova coleta da glicemia em jejum em outro dia para confirmar o diagnóstico.

Outro exame, recomendado pela Organização Mundial da Saúde – OMS, é a hemoglobina glicada. Este exame permite avaliar a concentração glicose no sangue durante os dois ou três meses anteriores, tempo médio de vida dos glóbulos vermelhos. Quando a hemoglobina glicada atinge 6,5% está diagnosticado a diabetes, a partir dessa porcentagem aumenta o risco de retinopatia e déficit visual progressivo. Para os casos de pré-diabetes, os valores ficam entre 5,7 e 6,4%, números abaixo de 5,7% são considerados normais.

Quando se trata de diabetes o principal tratamento é o CONTROLE DO NÍVEL GLICEMICO NO SANGUE, assim se evita complicações. Para isso deve ser realizar um bom monitoramento e gerenciamento da glicemia, utilizando um monitor de glicemia ou bombas de insulina. Os dados coletados são importantes para se tomar as melhores decisões, analisando a interação entre os medicamentos, atividades físicas e alimentação e o modo como você está se sentindo.

A dieta para quem tem diabetes é fundamental para controlar os índices de glicemia do sangue. A má digestão de certos alimentos, tais como os ricos em açucares e amido, é uma das dificuldades de quem sofre de diabetes. Esses alimentos permanecem um período maior no processo digestivo e com isso, aumentam a glicose na corrente sanguínea. Ou seja, existem alimentos que devem ser excluídos da dieta ou então, ter uma quantidade de consumo diminuídas.

Um fator importante para uma dieta equilibrada para diabéticos é consumir alimentos com baixo índice glicêmico, que são aqueles que não alteram muito os níveis de glicose no sangue e por isso são os mais indicados para os diabéticos.

A prática de exercícios físicos melhora o aproveitamento da glicose pelos músculos e principalmente reduzindo muitas vezes as doses dos medicamentos utilizados no tratamento. Considera-se o exercício físico como um “medicamento”, tendo uma dose ideal para cada pessoa. Recomenda-se que sejam realizados exercícios de 30 a 60 minutos por dia, cinco a seis vezes por semana, de intensidade leve a moderada.

A OMS recomenda a prática de exercícios aeróbicos, por exemplo: caminhadas, corrida, hidroginástica, natação e ciclismo, estes exercícios podem ser mantidos por longos períodos. Esses exercícios melhoram o aproveitamento da glicose e reduzem a chamada gordura visceral que é aquela encontrada ao redor de órgãos como coração, fígado e rins.

Existem diversas opções para tratamento de pessoas com diabetes. Geralmente os medicamentos agem para baixar os níveis glicêmicos no sangue. Seu médico deve lhe orientar sobre qual medicamento é adequado à sua situação.

 

  • Biguanidas: Essencialmente, reduzem a quantidade de glicose produzida pelo fígado;
  • Inibidores de DPP-4 e GLP 1: Induzem a diminuição da glicemia, aumentando a quantidade de insulina produzida no pâncreas e diminuindo a quantidade de açúcar produzido no fígado;
  • Insulina: Uma hormona injetável que substitui a insulina normalmente produzida pelo organismo para ajudar a controlar os níveis de glicemia;
  • Inibidores da alfa glucosidase: Após as refeições, abrandam a decomposição e a absorção dos hidratos de carbono;
  • Sulfonilureias e meglitinidas: Estimulam diretamente o pâncreas para libertar insulina;
  • Glitazonas (também designadas por TZDs ou Tiazolidinedionas): Essencialmente ajudam o organismo a utilizar a insulina e a transportar a glicose para o interior das células.

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Bruno Ribeiro Soares
2 Comentários
  • Postado em20:54, 17 de junho de 2017

    oi gente
    muito interessante esse site, gostaria de dar os parabéns pelo excelente conteúdo.Foi muito útil para mim
    Obrigada 😉

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